sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Próximas atividades do grupo de leitura

  • 26 de setembro

Local: Sala da SEE
Horário: 14h30min
Debateremos o seguinte texto:

PACHECO, Leonardo Turchi. “Lugar de mulher... é no rugby”: notas sobre as relações de gênero e corporeidade no interior de Minas Gerais. Trabalho apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de Agosto de 2014, Natal/RN.

Link para o artigo: clique aqui.

  • 03 de outubro


Local: Sala de Vídeo do Departamento de Ciências Sociais.
Horário: 14h30min
Cine-debate. Documentário Salam Rugby
Sinopse: Questões de gênero, religião, política e classe são marcantes no documentário que mostra as dificuldades enfrentadas por mulheres iranianas em praticar rugby, o único esporte que podem exercer ao ar livre.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Documentário Rebeldes do Futebol (download)

Sinopse (cinefoot.org)

Direção: Gilles Perez e Gilles Rof (Doc, 92 min, cor, HD, França, 2012)

Quando o futebol se torna socialmente responsável! Longe do brilho e do glamour, Eric Cantona conta a história de jogadores de futebol que resistiram. Num tempo em que o negócio do futebol parece corromper nossa relação com o esporte, o indomável Eric Cantona está despertando consciências através do caminho traçado por jogadores que se opuseram ao poder e que se tornaram ícones da resistência, além de se destacarem pela suas habilidades no esporte.

Produtora: ARTE France, 13 Productions Elenco: Eric Cantona, Mekloufi, Sócrates, Pasic, Caszely e Didier Drogba Cia.

Assistir online:



domingo, 24 de agosto de 2014

Crônica: por que torcemos pelos mais fracos?

Por que torcemos pelos mais fracos?
por: Kinzin


Juventude (RS) bate o Botafogo (RJ) num Maracanã com 100 mil torcedores alvinegros, na final da Copa do Brasil de 1999 (Foto: radiobotafogo.com.br)

"Como definir o sujeito que simpatiza e vibra com os times que não são os tradicionais campeões, os sempre favoritos, os que geralmente são considerados os azarões?

Que ele é um louco ou fanático. E provavelmente o é, afinal é bem mais cômodo gostar dos times que estão sempre vencendo, que aparecem sempre na mídia. Contudo, legal mesmo é torcer pela vitória de um time que só tem tropeços pelo campeonato quase todo, e sabe por que? Porque aquela vitória é tão comemorada pela sua torcida que vale como se fosse um verdadeiro título do torneio mais importante do mundo."

Trecho de crônica para a Revista Berro. Veja completo clicando aqui.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Artigo: O basquete no país do futebol

O basquete no país do futebol
Artigo do prof. Benoit Gaudin, um dos líderes da SEE, publicado na Revista de Ciências Sociais da UFC, v. 38, n. 1, 2007.

Resumo: Este artigo apresenta-se como uma primeira abordagem da atividade "basquete" no Brasil, no ponto de vista das Ciências Sociais. Para além dos resultados esportivos obtidos em competições nacionais e internacionais, tentou-se estabelecer elementos de uma sociologia, mas também de uma geografia desse esporte colectivo que nunca se tornou um esporte de massa. O artigo aponta algumas razões para explicar essa posição de segundo plano do basquete no campo esportivo brasileiro.

Abstract: This article focuses on sportive activity "basketball" from the social sciences point of view. Far from the emphasis on the results obtained in national and international competitions, this paper aims to set the grounds for defining some elements of a sogiology and geography of this colective sport that has never became massive. It points out some reasons that explain this secondary position of basketball in the brazilian sportive field.

Download do artigo completo (pdf): clique aqui
Site da Revista de Ciências Sociais da UFC - www.rcs.ufc.br

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Revista de Ciências Sociais da UFC: Dossiê Futebol

Revista de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará
Volume 42, número 1, jan./jun., 2011



DOSSIÊ: FUTEBOL E SOCIEDADE NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: VISÕES DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

A UFC na Copa

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará foram contratados para realizar estudos sobre a infraestrutura da capital cearense, a eficiência energética da Arena Castelão, o abastecimento de água durante a competição, dentre outros, tendo em vista a realização de jogos da Copa do Mundo em Fortaleza.

Foram mobilizados os Departamentos de Engenharia Hidráulica e Ambiental, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia de Transportes, Engenharia Elétrica, além do Centro de Tecnologia e Agência de Estágios.

As informações foram publicadas no Jornal da UFC Nº 55, que pode ser lido abaixo:

quinta-feira, 3 de julho de 2014

ESPN Brasil: No Ceará, torcida não ofende rival, rejeita dinheiro do clube e quer o fim do capitalismo

Matéria do canal ESPN sobre a torcida Ultras Resistência Coral, do Ferroviário Atlético Clube-CE.



Existe no Brasil uma torcida organizada que prega a paz nos estádios. Seus integrantes se recusam a pedir ingressos para dirigentes e entre eles é proibido ofender o adversário com termos machistas ou homofóbicos.

Essa é a Ultras Resistência Coral, torcida organizada do Ferroviário, time que é a terceira força da cidade de Fortaleza. Além do amor ao ‘Ferrão', os membros da Resistência Coral têm em comum a afinidade ideológica: todos são críticos ao sistema capitalista.

"Surpreendente, os cartolas gostam da nossa torcida. Apesar de estarmos contra o capitalismo e de alguns dos dirigentes serem empresários etc, eles compram nossas camisas pra ajudar, falam, ‘cara, a torcida de vocês deveria ser maior, é muito massa!", conta Leonardo Carneiro, sociólogo, professor da rede pública e apaixonado pelo Ferroviário.

Leonardo e boa parte dos outros 19 sócios da Resistência Coral já eram torcedores do clube antes de se tornarem militantes de esquerda. Com o passar do tempo, eles descobriram que a paixão pela equipe de futebol e a crença política tinham a mesma origem. Diferentemente de Ceará e Fortaleza, clubes de maior expressão do estado, o Ferroviário tem raízes operárias e foi fundado por funcionários da antiga Rede de Viação Cearense - RVC.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Artigo: Falta torcida organizada nos jogos da Seleção Brasileira?

Artigo do jornalista, mestrando em sociologia e integrante da SEE Diego Morais para o Blog do Kempes:

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Tente fazer uma pesquisa rápida entre seus amigos mais próximos. Falo daqueles que frequentam estádios de futebol, que parecem respirar esse esporte “louco” e viciante. Entre um jogo do time dele e o da seleção brasileira, para qual iria ou torceria?

Penso que o futebol exige do torcedor um contrato: te darei alegrias e tristezas, mas em troca quero tua alma e fidelidade para caminharmos juntos até o fim de nossas vidas. Poucos são aqueles que queiram carregar o estigma de ter “virado a casaca”.

Creio que o brasileiro, de maneira geral, que se envolve com o futebol, o faz primeiramente a partir de uma escolha clubística, que pode ser herdada do pai ou de amigos mais próximos. Esse pertencimento passa por uma construção simbólica, histórica e social. Conversamos sobre futebol, consumimos, vamos ao estádio, gritamos, nos emocionamos e até brigamos para defender nosso time, nossa família.

Ora, mas por que não fazemos isso com a seleção brasileira? Por que vemos torcedores de outros países cantarem e vibrarem com seus jogadores, e o máximo que conseguimos é gritar “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”?

Penso que grande parte dos torcedores brasileiros que estão nas arquibancadas na Copa não são os mesmos que frequentam os estádios durante os estaduais ou Brasileirão.

Talvez por isso, quem costuma frequentar os estádios de futebol tenha se sentido um pouco deslocado ou incomodado com certo silêncio, que não condiz muito claramente com o torcedor brasileiro.

As músicas que ouvimos – e até repetimos – nas arquibancadas brasileiras cotidianamente são feitas, em sua grande maioria, pelas torcidas organizadas. Há um trabalho criativo investido na elaboração de refrões e músicas (por menos que você goste das letras) que ecoam e ganham vida própria durante os jogos. Música para xingar o juiz; música para comemorar um gol; música para um artilheiro.

A música demarca uma identidade, um pertencimento, cria um estilo. Dizer que ouve ópera ou que ouve forró não apenas pode criar um laço estético (gosto musical), mas pode criar rótulos, nomeações: um culto, em oposição a um popular, por exemplo.

Na história mais recente (a qual me refiro especificamente aqui), muitas dessas demarcações de pertencimento, quando se fala de seleção brasileira, não foram criadas por quem está nas arquibancadas (e aqui vale citar também as constantes denúncias de corrupção e enriquecimento da CBF, gestora da seleção brasileira, que acabaram por afastar torcedores mais críticos).

Muitas das músicas são cantadas por artistas famosos e apresentados em programas de televisão numa tentativa de se estabelecer: essa agora é a música do Brasil na Copa. Essas músicas até podem chegar às arquibancadas, como “Poeira” ou “Festa”, ambas interpretadas pela cantora Ivete Sangalo, mas imagino que logo essas músicas foram apropriadas por torcidas organizadas e parodiadas como convinham para eles, suas torcidas e seus clubes.

Mas o que fazer se grande parte das torcidas organizadas brasileiras é composta por pessoas de classes mais baixas e com menos condições de frequentar os estádios da Copa do Mundo durante a Copa do Mundo? Só mesmo um movimento inverso do que ocorre hoje pode representar uma luz para quem sente falta de paixão e sons. As arquibancadas têm que falar, cantar e se apropriar.

Só mesmo a criatividade do torcedor brasileiro que frequenta as arquibancadas e gosta de futebol pode tecer novos laços afetivos com a nossa seleção. Nós gostamos dela. Torcemos por ela. Mas, muitas vezes, ela está tão distante do futebol que vivemos e pelo qual nos apaixonamos, que mal conseguimos ser afetados ou construir algo diferente.

A estes, resta repetir em coro: “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, dar um olá para as câmeras, aparecer nos telões, e se sentir parte do entretenimento.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Defesa de monografia: "Jogo de uma só torcida": o que o blog Gol falou sobre a polêmica envolvendo torcida única em um clássico-rei no ano de 2012.


O estudante de Comunicação Social e integrante da SEE Joaquim Sobreira Filho fará sua defesa de monografia.

Título:  "Jogo de uma só torcida": o que o blog Gol falou sobre a polêmica envolvendo torcida única em um clássico-rei no ano de 2012.
Data: 16/06/2014. Horário: 10h
Local: Sala Audiovisual A. Centro de Humanidades 2 da UFC.
Endereço: Av. da Universidade, 2762, Bairro Benfica, Fortaleza.